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2026: Insistência custou caro

JOÃO RODRIGUES PODERIA TER SIDO ELEITO SENADOR E ESPERIDIÃO SE ELEGERIA À CÂMARA FEDERAL. MAS…

Há decisões incompreensíveis daqueles políticos que insistem em remar contra a maré. Temos exemplos com o resultado das urnas de domingo. Ao ser escanteado na coligação de Jorginho, embora seja bolsonarista inconteste, Esperidião Amin insistiu na reeleição ao Senado. Poderia ter calçado as galochas da humildade e concorrido à Câmara Federal. Ele já foi o mais votado da história a esse cargo no Estado e se elegeria sem muito esforço. Entretanto, insistiu em dividir os votos das candidaturas da direita ao Senado e não fosse a terceira onda Bolsonaro em Santa Catarina, poderia ter atrapalhado a estratégia da conquista das duas vagas da Câmara Alta pelo PL.

ALIÁS, ‘OS AMIN’…

As urnas têm dado recado à família Amin desde a eleição passada. Foi assim quando o próprio Esperidião insistiu em concorrer ao governo na eleição de 2022 e amargou a 5ª posição na disputa (atrás de Gean Loureiro, Moisés, Décio Lima e Jorginho), somando menos de 10% dos votos válidos. Na mesma eleição o catarinense não reelegeu o filho do casal, João Amin, que tentava vaga à Alesc e tão pouco a própria Ângela que não conseguiu mandato à Câmara Federal. Ela, por sinal, tentou de novo nesta eleição e…

Nos dados finais da apuração, a ex-prefeita de Palmeira somou mais votos que a ex-prefeita de Florianópolis, numa evidência de que o eleitor deixou os Amin no passado. Em que pese terem contribuído nas funções que desempenharam na atividade pública.

O CASO JOÃO RODRIGUES

Entre os políticos ‘do andar de cima’ nenhum saiu mais derrotado nesta eleição que João Rodrigues. E colheu nas urnas o que optou nas decisões. Na pré-história das costuras para definir chapas, João Rodrigues era querido por Jorginho para ocupar uma das vagas na disputa ao Senado. Nesse caso, Carlos Bolsonaro não seria o outro candidato. João traria o PSD para a coligação e rumariam juntos às urnas.

MAS…

O ex-prefeito de Chapecó entendeu que poderia derrotar Jorginho, mesmo com os sinais de que o escolhido pela direita era o atual governador. João Rodrigues insistiu, fez uma campanha sofrível e amargou o terceiro lugar, perdendo a disputa até para Merísio. Escolha errada que não só custou a eleição, como os passos futuros, visto que, se fosse eleito ao Senado, teria voz no grupo político em 2030. Mas agora…

Observe que nenhum dos sem mandatos a partir do ano que vem ficará mal na vida. Todos têm suas lidas e a vida segue, mas longe da função pública por causa do resultado das urnas a partir de decisões que poderiam ter sido diferentes!

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SC: Esquerda amplia bancada

ALÉM DE PEDRO UCZAI E ANA PAULA LIMA A VEREADORA GIOVANA MONDARDO CONQUISTOU MANDATO A FEDERAL

Nenhuma região catarinense emplacou tantos representantes na Câmara Federal quanto o Sul do Estado. Elegeu, reelegeu, enfim, conquistou sete das 16 vagas a Federal. Mantêm-se no DF a mais votada em Santa Catarina, Júlia Zanatta (560.223 votos). Ela tem um contra-ponto de Criciúma com mandato. Trata-se de Giovana Mondardo, a professora universitária e odontóloga que é vereadora e agora conquistou vaga na Câmara com 114.792 votos.

Mondardo do PCdoB é uma das novidades no parlamento, sendo a responsável pela conquista da terceira vaga da esquerda a Federal, que já tinha Pedro Uczai e Ana Paula Lima. A sigla pela qual disputou integrou a federação com PT.

MAIS DO SUL CATARINENSE

Se a Serra Catarinense e Meio Oeste se tornaram um deserto em termos de representação Federal, além de Júlia Zanatta e Giovana Mondardo, o Sul do Estado emplacou mais representantes no DF. É o caso do estreante Júlio Garcia no mandato federal, depois de se eleger pelo PSD. Natural de Sombrio e com base eleitoral em Criciúma e região Sul, Zé Milton Scheffer concorreu pelo PP e desbancou Fábio Schiochet que era o ‘dono’ da vaga da federação União e Progressistas. Herdeiro do espólio do saudoso pai Altair Guidi, Ricardo Guidi também é de Criciúma e com 78.698 votos garantiu a reeleição. Na lista dos eleitos a Federal, os dois últimos também são de Criciúma: Daniel Freitas e Giovania de Sá.

Nem o Norte, que tem o maior colégio eleitoral de SC, nem a Grande Fpolis, foi o Sul do Estado que emplacou a maior quantidade de representantes na Câmara Federal, inclusive com os dois últimos mais votados da lista de 16, Daniel Freitas e Geovania de Sá, ambos reeleitos.

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Lista: ‘Injustiçados’ pelas urnas

CANDIDATOS A ESTADUAL E FEDERAL FIZERAM VOTAÇÕES EXPRESSIVAS. PORÉM, FICARAM FORA DA LISTA DE ELEITOS

A regra do sistema proporcional prega peças aos que buscam mandato. Nesta eleição à Câmara Federal a ‘vítima’ foi Valdir Cobalchini. O emedebista foi o 10º mais votado e conquistou 99.751 votos. Até os últimos instantes da apuração aparecida na lista de eleitos, mas veio a regra eleitoral e ficou de fora. Outros seis candidatos a Federal com menos votos que Cobalchini conquistaram vaga.

O MDB perdeu uma das duas vagas que possuía no DF. A sigla elegeu apenas Pezenti e Cobalchini (na foto nos tempos da Alesc) ficou pelo caminho apesar dos quase 100 mil votos conquistados.

CENÁRIO NA ALESC

Em âmbito de parlametno catarinense também houve gente acumulando muito voto e ficando de fora, por causa da legenda. Camasão do PSOL somou 43.869 votos. São mais votos que 17 que conquistaram mandato. Mas apenas Marquito do PSOL se elegeu.

TRINTA E SETE MIL E FORA – Marcos Vieira (PSDB) e Gean Loureiro (União) ficaram lado a lado na apuração. O tucano com 37.916 votos e Loureiro somou 37.804 votos. No caso do ex-prefeito de Floripa, restou-lhe a suplência e Marcos Vieira nem isso porque o PSDB não elegeu ninguém.

Marcos Vieira não conseguiu fazer a federação que o PSDB integrou com o Cidadania somar a quantidade mínima para eleger um deputado. Ele não retorna à Alesc.

LIBERAIS – Acima dos 35 mil votos ficaram Jair Miotto (36.971 votos) e Ivan Naatz (35.606 votos), mas como a nominata do PL era muito forte, acabaram ficando pelo caminho.

Naatz tentou ser desembargador no TJ/SC durante o mandato de deputado Estadual e não conseguiu. Agora não garantiu a reeleição, mas deve assumir com o deslocamento de titulares para a equipe de Jorginho, visto que ele é segundo suplente do PL.

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Ainda dados de Lages

QUINZE EM CADA 20 LAGEANOS VOTARAM EM JORGINHO MELLO. MERÍSIO CHEGOU NA FRENTE DE JOÃO RODRIGUES

Ainda mastigando os dados da disputa eleitoral em Lages, os dados apontam a opção do eleitor lageano por Jorginho Mello. O percentual na cidade ficou acima da média estadual com percentual superior a 75%.

MAIS JORGINHO QUE FLÁVIO BOLSONARO

Pelos dados consolidados do primeiro turno, houve mais lageano votando em Jorginho Mello que Flávio Bolsonaro. Enquanto o governador reeleito somou 68.229 o candidato à presidência obteve 62.339 votos. Mesmo assim, Flávio Bolsonaro foi absoluto na conquista da maioria dos votos à presidência em Lages com 65,33% contra 27,05% a Lula.

MAIS PARA PRESIDENTE

O índice de abstenção é o mesmo para todos os cargos em disputa. Os dados de votos em branco e nulos são variáveis. E nesse caso, a escolha de candidato à presidência apresentou a menor quantidade de eleitores lageanos votando em branco ou anulando. Foram apenas 1.974 votos em branco e 1.538 nulos.

ABSTENÇÃO EM LAGES

O percentual de eleitores lageanos aptos a votar e que não compareceram às urnas foi superior a 20%. Foram 26.260 pessoas que optaram por não votar. Se considerar essa abstenção e mais os votos brancos e nulos, houve um somatório de 34.694 pessoas que mesmo podendo comparecer e escolher um candidato ao governo do Estado, resolveram se recolher do processo eleitoral.

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Gracias! Marcius agradece na rua

DEPUTADO REELEITO PARA O TERCEIRO MANDATO FOI PARA O TRECHO AGRADECER A VOTAÇÃO

Ainda quando o PL se chamava PR o então vereador Marcius Machado disputou sua primeira eleição a Estadual. Somou 14.583 votos em Lages naquele pleito de 2014 que elegeu Coruja e Gabriel Ribeiro. Ao todo ele obteve 17.248 votos e ficou como segundo suplente. Foi o aprendizado para em 2018, ainda no PR, somar 30.277 votos e conquistar o primeiro mandato na Alesc. O segundo mandato veio em 2022 com expressivos 39.749 votos sendo mis de 24 mil somente em Lages. Neste domingo, apesar do ‘apertão’, Marcius conquistou o terceiro mandato a Estadual.

Ele somou 90 votos a mais que Jair Miotto, o que foi suficiente para garantir a terceira titularidade como Deputado Estadual pelo PL. Quem passou na Avenida Duque de Caxias em Lages o viu com a placa na mão agradecendo pelo não abandono!

Importante observar que, no geral, a votação de Marcius não foi baixa, mas a régua do PL, com excelente nominata colocou em risco a reeleição. Ele também acabou fazendo 5 mil votos a menos em Lages, que tornou a conquista mais difícil.

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Alesc: Mais votados em Lages

LUCAS NEVES SOMOU 40.804 VOTOS E MARCIUS CONQUISTOU 19.003 VOTOS NO MAIOR COLÉGIO ELEITORAL DA SERRA

Houve uma inversão na votação dos candidatos Marcius e Lucas Neves em Lages na comparação com 2022. No pleito passado o candidato do PL chegou a 24.297 votos somente em Lages. Já Lucas Neves havia reduzido a votação do pleito anterior (2018) quando havia somado mais de 18 mil votos e contabilizou 15.081 votos em Lages. Na votação deste domingo, Marcius reduziu a votação, obtendo 5.294 votos a menos e chegando a 19.003 votos. Lucas ‘estourou’ a previsão ao ultrapassar a barreira dos 40 mil votos na cidade.

Os dois mais votados à Alesc somaram, juntos quase 60 mil votos. Na eleição de 2022 todos os candidatos a Estadual de Lages somaram 61.000 votos. Houve mais votos do eleitor lageano nos candidatos daqui em 2026 por causa do ‘estouro’ de Lucas Neves.

QUATRO MAIS VOTADOS EM LAGES

Lucas Neves – 40.804 votos

Marcius Machado – 19.003 votos

Luciane Carminatti (PT) – 3.865 votos

Ana Campagnolo PL) – 2.223 votos

Registro de arquivo da recordista de votos a Estadual em SC. Ana Campagnolo somou 387.523 votos neste domingo. Votos seriam suficientes para eleger dois Deputados Federais.

VOTOS DE MAIS CANDIDATOS LAGEANOS

Cláudia Bratti (PT) – 1.767 votos

Professor Ozzy (PRD) – 597 votos

Vinicius Borges (Novo) – 575 votos

Cláudio Bianchini (PP) – 326 votos

Magno Júnior (PDT) – 289 votos

Rita Lang (PDT) – 198 votos

Maria do Tatu (PSD) – 193 votos

Cláudia Bratti somou mais de 1.700 votos pelo PT em Lages. Mas daqueles demais nomes que concorreram, considerando somente a votação em Lages, a maioria não conseguiu votos em quantidade suficiente para se eleger a vereador, caso a disputa fosse municipal.

VOTOS EM LAGES DE CANDIDATOS DA SERRA

Leonardo Heinzen (PSDB) – 1.488 votos

Cide Machado (PSD) – 95 votos

Ana Liz (PDT) – 17 votos

DEZ DE OUTRAS REGIÕES MAIS VOTADOS EM LAGES

Mário Motta (PSD) – 1.115 votos

Sérgio Motta (REP) – 773 votos

Camilo Martins (PL) – 657 votos

Fábio Botelho (POD) – 612 votos

Marquito (PSOL) – 609 votos

Ramos Policial (União) – 586 votos

Jaior Miotto (PL) – 565 votos

Camasão (PSOL) – 512 votos

Jean Volpato (PT) – 492 votos

Tiago Zilli (MDB) – 432 votos

Mário Motta se reelegeu pelo PSD, mas o lageano não o prestigiou nas urnas, embora ele não esconda o carinho por Lages. Ele acabou fazendo apenas um terço daqueles 3.573 votos conquistados em 2022

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Lucas ‘derruba’ marca de Elizeu

EMEDEBISTA POSSUÍA O RECORDE DE MAIOR VOTAÇÃO À ALESC NA ELEIÇÃO DISPUTA EM 2010 ANTES DE SE TORNAR PREFEITO DE LAGES

Era 2010 e Elizeu Mattos foi às urnas numa campanha bem planejada quando conquistou o mandato de Deputado Estadual somando 50.395 votos. Desses, somou 25.317 votos somente entre os lageanos. Era até então o candidato a Estadual mais votado de Lages. Esse número foi quebrado na eleição deste ano e com uma diferença gigante. Lucas Neves somou 40.804 votos em Lages daqueles 82.706 que o reelegeram para o segundo mandato.

Lucas falando aos apoiadores durante a comemoração dos mais de 82 mil votos conquistados neste 4 de outubro

OUTROS NÚMEROS

Lucas, por sinal ‘não sabe brincar’, na eleição de 2016 quando iniciou na política, foi o vereador que mais somou votos na história de Lages, com 6.192. Nunca ninguém havia recebido tantos votos à Câmara como ele. Embalado pela votação, mesmo com o PP tentando atrapalhar, somou 26.794 votos a Estadual e acabou ficando na suplência. Disputou a prefeitura de Lages em 2020 e somou 22.691 votos. Embora tenha somado menos votos em 2022, acabou conquistando o primeiro mandato na Alesc.

A festa na frente da Catedral de Lages após a confirmação da reeleição de Lucas Neves

SOBRE O CANDIDATO DE ELIZEU

Elizeu Mattos teve o nome homologado em convenção e registrado na Justiça Eleitoral. Acabou se recolhendo da disputa diante da inelegibilidade atestada. O ex-prefeito de Lages anunciou apoio à candidatura de Colombo a Federal e apontou que trabalharia para ajudar Tiago Zilli, colega de MDB que buscou a reeleição. Em Lages, Zilli somou 432 votos e foi um dos reeleitos pelo MDB à Alesc.

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